Tuesday, August 29, 2017

Olha o periquito!


Foto: Marco Silva

Aqui perto do nosso apartamento em São Paulo, há um bando de periquitinhos. Eles aparecem em determinadas horas do dia, normalmente de manhã, fazem muito barulho. Saem em revoada, se empoleiram numa árvore da calçada ou brincam no telhado do vizinho. Eles me inspiraram a querer saber mais sobre a presença deles. Leia o post novo de Horizonte Sustentável

Confira!

Abração,

Monday, May 15, 2017

As distâncias encurtaram?


Dizem que sim... E eu concordo. Avião, internet, formas rápidas de comunicação ali mesmo no seu telefone celular. Mas as despedidas nem por isso são fáceis.
Escrevi sobre isso em um pequeno artigo

CCO LicenseTim Medrano


PRA DIZER ADEUS SEM CHORAR

Confiram!

Como sempre, comentários lá ou aqui são bem vindos.

Thursday, May 11, 2017


Crédito da Foto: VisitAarhus


No mês de abril, a TRENDR, uma publicação da plataforma Medium, tinha como tema a #diferença
Por isso me pareceu oportuno escrever sobre a Dinamarca, país onde moro, no qual a igualdade faz uma tremenda diferença. Espero que gostem!


https://trendr.com.br/a-diferenca-de-ser-igual-um-olhar-sobre-a-dinamarca-daf3e705dca1


Wednesday, February 22, 2017


Deus pode ser cruel? 


Na letra de Chico Buarque da valsinha João e Maria, a voz narradora diz: "No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido". Voltamos a ser tão maus quanto os piores? Leia meu texto no Medium À Tua Imagem e Semelhança, uma reflexão sobre as escolhas humanas que transformam o mundo, pra pior ou melhor. Comentários são bem-vindos, aqui ou lá.



Monday, January 30, 2017

Bicicleta para o que der e vier!





Gente, aqui na Dinamarca, como imagino todo mundo desconfie, a bicicleta está totalmente incorporada ao dia a dia das pessoas. Usada para levar ao trabalho, à escola, ao lazer, também faz parte da logística de alguns setores comerciais (restaurantes, e-commerce) e isntitucionais (como o correio). Carrega de tudo, faça chuva (o que faz muito!), faça sol!

Nesses dois posts, publicados em Horizonte Sustentável discuto a utilidade da bike como cargueira e como courier. e de como pode melhorar a vida das cidades brasileiras.
Leia e participe da discussão.
Este é o primeiro: Bicicleta Cargueira: invista, contrate, acredite!

E o segundo: Mensageiros de bike mudam o cenário das cidades

Os dois posts têm muita informação, mas são leituras rápidas. O segundo ainda traz vídeos e uma lista de serviços de entrega por bike em várias cidades do meu país. Fica o convite pra você ler os dois e aproveitar pra navegar no site. Depois, se puder, deixe lá o seu recado. Vou adorar!

Abraços!

Monday, January 9, 2017

Neste post do ano passado, falo dos rios. De um aqui, perto de mim na cidade dinamarquesa de Aarhus, e da importância dos nossos rios brasileiros, sufocados. O post menciona uma exposição que já acabou, mas que representa um movimento que só tende a crescer, como uma onda de mar ribeirinha...


Leia e comente!Lições de Aarhus (2): a 'boca do rio' sorri


Monday, September 19, 2016

É papel, é pedra


A propaganda é a alma do negócio? Mesmo dos chamados negócios sustentáveis? Algumas vezes é difícil discernir com precisão o que é propaganda e o que é fato. Aprenda um pouco mais sobre a produção de papel a partir do calcário. E tire suas conclusões.


Aproveite para ler outros posts em https://horizontesustentavel.com/


Boa semana!

Monday, July 25, 2016

Um horizonte sustentável e novo!



Quem ainda não conferiu, está mais do que convidado a fazê-lo agora: visite meu novo site/blog Horizonte Sustentável .

Enveredei por essa nova aventura alguns meses atrás e embora a jornada tenha apenas começado já estou aprendendo muito e adorando a ideia de voltar a escrever regularmente. Ainda mais porque agora posso aliar jornalismo a ativismo!

Dizem os experts que o sucesso de um blog se liga ao fato de se escrever sobre o que se sabe e o que se gosta. Ainda não sei muito sobre tudo o que uma vida sustentável envolve, mas ninguém pode negar que minha curiosidade e vontade de aprender sobre esse tema são enormes. Investigando os tópicos de cada post até agora (são mais de 20) , já me convenci de que esse interesse só tende a crescer.

Por favor, me dê a honra de sua visita, acompanhe os posts e mande sugestões . É uma etapa nova da minha vida profissional e o que posso garantir é que os textos são escritos com cuidado, checados com honestidade e que primam pelo respeito aos entrevistados, por seriedade e ética. Sem nunca perder a leveza.

E se eu convencer uma só pessoa a repensar suas atitudes em prol de um planeta sustentável, já vai valer o esforço. Te vejo lá.

Abraços!

Saturday, March 26, 2016

Antes de fazer a tua oração...

Em tempos de semana santa, uma reflexão aos crentes e não crentes na onda das redes sociais
Leia aqui

Sunday, January 10, 2016

Primeiro post de 2016

Por uma rede social onde o respeito e o bom senso imperem!


Se gostar do post, lembre-se de clicar no coraçãozinho ao final. Mais importante, espalhe a ideia!

Monday, November 23, 2015

The Job Interview


Are you familiar with the world of job searching? No matter how distant our professions are from one another, I'm sure we can relate to a bunch of weird things...
In this new post at Niume, I tell some experiences that now became stories. Please, read my text here , comment and/or share your own stories.

Greetings!

Tuesday, November 17, 2015

A bike e eu: pedalar é preciso!

Dar-se conta do próprio processo de envelhecimento e reaprender a andar de bicicleta parecem duas categorias bem distintas. Mas se ambas pedem por equilíbrio e paciência, por que não refletir sobre ambas no mesmo texto? 

É isso o que tento fazer no texto fresquinho publicado no Medium. Vem pedalar comigo, aqui e se curtir o passeio, me avise.

Monday, November 2, 2015

Crônica da janela

Publiquei essa pequena crônica uns meses atrás e aproveito para compartilhá-la aqui agora. Suas impressões são, como sempre, bem-vindas/
Saudações!


Wednesday, September 30, 2015

O presente que a gente não pediu...mas recebeu


Você já passou por isso? Leva uma resposta atravessada e, sem mais nem por que, deixa esse detalhe besta estragar seu dia? Já se perguntou por que isso acontece?

É disso que trato em post novo  https://medium.com/@Mimanow/o-presente-que-a-gente-n%C3%A3o-pediu-mas-recebeu-aa41ff9bfb0f  no Medium.
Por favor, leia e se gostar recomende-o pressionando o coraçãozinho ao final. Gostando ou não, deixe lá suas impressões.

Saudações!

Wednesday, September 9, 2015

Estreia no Medium

Por favor, leia meu primeiro texto na plataforma Medium e se gostar aperte o coraçãozinho ao final. O tempo de cada coisa

Valeu!

Monday, August 18, 2014

Existe amor em SP

Fazendo as pazes com minha cidade, ou parte dela

Foto de Daniel Mitsuo, Vale do Anhangabaú, 2009, https://flic.kr/p/7fCbCd

Sou paulistana, nasci no Ipiranga, passei a primeira infância na parte velha do Brás e também ali, onde hoje fica a estação Bresser do metrô. Com a expansão da cidade, a especulação imobiliária e as muitas crises econômicas que assombraram o país, minha família foi sendo empurrada para o lado leste da metrópole, no meio dos anos 70, fase dura da ruína do chamado “milagre econômico”.  Já adulta, lancei âncora na Vila Mariana,  até que mudasse de vez para os Estados Unidos já se vão 16 anos.

Estando fora, como se pode imaginar, a gente se sente mais brasileira. Só que para quem nos vê de longe, parecemos o mesmo. Pouca gente suspeita que a cidade que te formou tem uma influência forte no seu jeito de ser brasileiro ou brasileira. Eu fui aos poucos percebendo isso. Enquanto tentava digerir minha ambiguidade, meu amor e ódio por essa cidade opressiva, fui mais e mais me convencendo de que esta desvairada, apesar de cinzenta e sufocante, é de uma singularidade avassaladora. E não reclame se pareço ter usado adjetivos demais. Nada traduz mais São Paulo do que os excessos. Excesso de gente, de carros, de prédios, de problemas…Mas também fartura de coisas para fazer, ver, comer, entender, conhecer e, por que não, reconhecer… Foi exatamente isso o que fiz nesta última estada paulistana, num inverno típico de aquecimento global, em que o agasalho ficava no fundo da bolsa, enquanto eu cruzava a cidade sob um calor de 29 graus!

Depois de tantos anos, fui me instalar em plena rua da Consolação, na sua parte mais central, quase esquina com a curta mas imponente Avenida São Luís e muito perto do prédio que já abrigou o Estadão e o defunto Diário Popular, onde eu mesma trabalhei por dois anos, numa outra vida.

Tal qual uma mocinha recém-chegada do interior, me vi deslumbrada com a intensidade do centro. Investida de olhos de turista e curiosidade descompromissada, me vi um dia sair sob o sol matinal e caminhar até a Praça Roosevelt.   Observei gente jovem com e sem skate. Bem perto da tribo de skatistas, encontrei uma roda de senhoras com seus cachorrinhos, numa familiaridade que denuncia que as reuniões devem ser cotidianas. Quase não reconheci a praça voltando lá numa noite fria e chuvosa, para ver uma peça de teatro no Espaço Parlapatões e fechar a noite tomando sopa e cachaça mineira no Papo, Pinga e Petisco.

Nosso programa familiar favorito era andar algumas tardes, cruzando o viaduto do Chá, pra tomar cafezinho acompanhado dos doces portugueses da Casa Mathilde, lá no centro velho.  Num dia qualquer, em que tivemos a chance de passear sem nosso filho, fizemos programa mais adulto: almoçamos no café do Teatro Municipal e de lá caminhamos até o Correio Central para uma exposição gratuita sobre o trabalho de Dorival Caymmi, onde eu me permiti brincar de cantora de rádio.

Encontramos amigos para compartilhar nosso achado: um restaurante tradicional, o Itamarati, também no centro velho. Comida boa, garçons gentis e graças à media de idade da clientela presente, o doce sentimento de que, afinal, não somos os únicos a envelhecer nesse mundo…

Para lembrar dos meus roteiros nos anos 80, foi bom também rever a Galeria Metrópole, um projeto arquitetônico do qual ninguém fala, talvez porque fique ali tão perto do famoso Copan. Aliás, lá, numa outra das poucas noites invernais, fomos provar do cardápio do Bar Dona Onça, uma pedida um tanto estranha para uma família que não come carne vermelha. Mas uma experiência interessante, sem dúvida.

Rever os corredores e colunas da Biblioteca Mário de Andrade também me remeteu a outros momentos da minha biografia e me fez questionar por que não constróem um café naquele pátio tão simpático? O próprio Mário de Andrade, tenho certeza, aprovaria!

Nessas semanas brincando de turista em minha própria cidade, descobri bequinhos, lugares insólitos, vistas que  devem ter passado despercebidas: um restaurante por quilo, do qual se vê a Câmara Municipal, uma ruela-ladeira que sai da Rua Santo Amaro, um pastel de feira na Major Quedinho e o clima festivo da noite na Rua Avanhandava, bem mais simpatico que os preços exorbitantes das famosas pastas do Famiglia Mancini. Disposta à reflexão, fiquei feliz até mesmo avistando o pátio interno do Shopping Light, que um dia abrigou a companhia de luz de mesmo nome, tomando um cafezinho no Grão Espresso.

Acho que essa cidade louca está tentando me convencer de que tenho por ela mais amor do que ódio: ter o Belas Artes reinaugurado exatamente agora? E ter exposição gratuita de Os Gêmeos na Barra Funda? E o documentário Cidade Cinza, também de graça, no Frei Caneca?  Tomo café (outro!) na Pinacoteca,  incrédula sobre a  sobrevivência daquelas árvores tão velhas do Jardim da Luz. Aliás, na Xavier de Toledo tem uma árvore que deu flor em julho! Muita flor, numa cidade seca e poluída! Diz uma amiga minha que as árvores paulistanas produzem flores por stress. É a reação delas às agressões diárias. As árvores, mais sábias, devem ter entendido o que só agora posso suspeitar…Afinal, que me perdoe o Criolo, de quem sou fã, mas, sim, existe amor em SP. E que a cidade continue florescendo...

Thursday, December 26, 2013

Mais um pôr de sol

Quando saí pra tirar a foto, já era tarde demais...O sol já tinha se acomodado inteiramente atrás da montanha. Num piscar de olhos... E logo a noite foi caindo.
Enquanto escrevo esse ‘post’, eu posso ver o sol literalmente se escondendo atrás da montanha. Uma imagem recorrente, do jeito que eu costumava desenhá-la quando era criança. Minhas casinhas eram sempre as mesmas e sempre havia uma montanha.  Por trás dela o sol ia descendo. O sol que vejo agora é lindamente real e vai escorregando atrás de uma montanha igualmente linda e real. O sol que vejo agora não tem nada daquele laranja dos meus desenhos infantis. Vai ver que é porque meus olhos reproduziam com lápis de cor o sol tropical do Brasil e este aqui, sol invernal, do hemisfério norte, tem seu próprio tom e brilho.

Eu sempre fui fascinada por pôr-do-sol. Lembro, muitos anos atrás, de uma passagem de ano em que fui para Cabo Frio. Fui com uma amiga e de lá visitamos as cidades praianas mais próximas. Presenciamos um crepúsculo fantástico em Saquarema . Eu, com minha Kodak vagabunda, fui fotogrando o sol até ele desaparecer. Na volta, mostrando orgulhosa minhas fotos aos amigos, eles perguntavam rindo: “Mas parecem todas a mesma coisa”. Eu olhava indignada: como é que eles não percebiam que em cada uma delas havia menos sol aparecendo e que a cada minuto toda a luz em volta se modificava também. Talvez o mistério dessa falta de percepção tivesse mais a ver com a má qualidade da minha câmera do que com a sensibilidade dos observadores. Ainda assim, eu logo percebi que nem todo mundo tem o mesmo interesse pelo pôr-do-sol. E que eu nunca poderia, mesmo quando eu tive acesso a câmeras melhores, reproduzir em fotografia a emoção que ver um pôr do sol me causava.

Uma vez alguém me disse que pôr-do-sol é deprimente. Quando o sol se põe, o dia morre. O argumento era que melhor mesmo é ver o nascer do sol: ver o dia começando cheio de promessa e a luz gradativamente preenchendo o espaço. Para ser sincera, poucas vezes na vida vi o dia raiando. Não sou voluntariamente uma pessoa da manhã e já faz tempo que não passo a noite acordada pra surpreender o despertar de um novo dia. Imagino que o raiar do sol seja algo também fascinante, mas discordo que o pôr do sol seja triste. Coincidentemente, minha estação do ano favorita nos Estados Unidos é o outono. Este semestre um aluno fez observação parecida sobre minha preferência. Ele me lembrou que no outono tudo morre; as folhas caem, o verde desaparece. Tudo que era vívido e brilhante vai se desvanecendo. Foi então que me dei conta que meu gosto pelo pôr do sol e pelo outono tinham algo em comum. Não, não me acho mórbida. Muito ao contrário. Embora eu sempre tenha visto a tristeza como algo necessário e pessoal. Defendo o direito irrestrito de todo ser humano a sua própria tristeza. Não suporto a obrigação de ser alegre todo o tempo, o tempo todo. 

Quando o sol se põe eu sei que ele há de surgir amanhã novamente. Mas se ele nunca se pusesse a gente não poderia apreciar sua partida. Não há novo dia sem que se passe pela noite. Eu tenho a mesma sensação com relação ao outono. As folhas mudando de cor e as árvores pouco a pouco se despindo dão um tom melancólico à paisagem. Ao mesmo tempo, anunciam o fim de um ciclo para o começo de outro.

Quero crer que o final do ano possa provocar sentimento parecido. Que esse aparente final, tantas vezes repetido e celebrado, seja prenúncio de coisas novas e melhores. Quero apreciar também esses últimos “raios de sol” e estar atenta à beleza da noite. Quero receber o raiar do novo ano de braços e olhos bem abertos, porque logo, logo ele, também, há de escorregar por trás da montanha. 

Feliz Ano Novo!

Monday, July 8, 2013

Emotions: An oversensitive girl

Faced with a moment of dealing with
 emotions,  a mature woman revisits her ghosts of the past.

     Since I was little I knew, and everybody pointed out too, that I was an oversensitive girl. As they say in Brazil, manteiga derretida (melted butter), someone who tends to cry more than would be appropriate. This, let’s say, feature of my personality, persisted and it was still remarkable when I was in college. Just to give a sense of it, many years after graduation I met former colleagues and more than one person had vivid memories of my interferences in class almost always under an emotional tone, according to them on the verge of tears. That was not exactly the memory I wished to leave for posterity.
     The situation was such that during my twenties, just after college, as a young journalist, I decided to look for professional help. I became a Jungian psychotherapy patient for the first time. After only one year, no kidding, I was much better. It is not that I stopped crying for good, but I was able to control my emotions as I had never done before. I do not plan to advertise Jung’s methods nor discuss my treatment or the opinions of my psychotherapist about my case. Although, I recognize, her intervention was key into my process of “cure.” I just can say that, unconsciously, I was using my tears as a mechanism of defense. Without noticing, crying was the only way I knew in order to win my battles and, of course, I was not actually winning anything. In the past years, I realized that I cried more and more for happy reasons and, believe me, if you haven’t already found it yourself, tears of joy are the best ones.
     All this past struggle as well as my conquests came to my mind again, recently, particularly in my last week as a Lecturer of Portuguese at the university I worked for seven years.  Starting in my first year there, having little support from the institution, I relied a lot on my relationships with my students. While in conflict with the idea of teaching “only” language when I had gone to grad school to learn and eventually teach literature, I realized that even under these circumstances I could reach my students and the response was encouraging. In other words, even as a language teacher I found that, pedagogically, there was much more I could do. First of all, I understood that the only way of making my teaching productive and interesting to my students was to believe this was possible. I could not convince my audience of the relevance of my work without believing it myself. Plus, knowing who I am, no matter how much training and research I could do, the only way to be genuine and authentic in my teaching was allowing passion into the work. Yeah, now it was time to honor my emotions in a healthy way.
     During my seven years teaching Portuguese as the sole faculty member in my discipline, there were many days in which my whole “Jungian treatment” was put to test. Frustration and feelings of inadequacy and low self esteem would occasionally cloud my views. However, every single year I would find a group of students that would challenge me, delight me, and make me feel like the most important person in the world. Still, in my worst professional crisis, I would sometimes forget the importance of their support. Now, when I had to finally say goodbye, they reminded me of their amazing role in getting me enthusiastic about this work, even when faced with lots of disappointment. They also made me reframe some concepts. After all, being an extremely emotional person can offer good and bad things. The insecure, crying little girl that lives inside me was suddenly awake.  I was faced once more with the awkward moment of saying good bye. In their powerful message, my beloved students made real the feeling of leaving behind a group of young people, who were part of my life and the fear of not repeating the same rapport with the students I will meet next fall.  But that is not all and it is not even the most important  realization. Through their surprise parties, chocolates, flowers, cupcakes, hugs, cards with the sweetest words and songs, they brought me back to the beginning in a remarkable way: they reminded me why I chose this path in first place. It is my goal now more than ever to keep transforming my everyday teaching into something that goes beyond Portuguese. My only way to say thanks to all of them is to make my love of teaching transparent in my pedagogy. Did not Paulo Freire tell us about the joy of teaching?
     I wish I can feed on this good energy to find other groups of students as loving, curious and rewarding in the new moment of my career ahead of me.  My students, recent and past, have taught me that I should use my sensibility as a strength to share and celebrate education and the love of learning. And now, you’ll just have to forgive me if I cry.